Após duas excelentes vitórias nas primeiras eliminatórias, primeiro frente ao CAB Madeira e depois frente à AA Coimbra, a Ovarense prometia uma final de alto nível, considerando as fantásticas exibições dos dias anteriores, sobretudo nas tarefas defensivas.
Foi aliás esta a arma desconcertante para os seus dois primeiros adversários que não foram capazes de ultrapassar as defesas montadas por Mário Leite e Carlos Pinto, com ajudas sucessivas e uma atitude irrepreensível dos homens de Ovar que transmitiram muita ansiedade aos adversários sem antídoto para responder.
Sofrendo muito poucos pontos, adivinhava-se que a Ovarense ser superior no final das partidas, bastando para isso alguma concentração atacante e procurar a finalização em situação de vantagem, quer ao nível do jogo interior, como exterior. Conseguido esse objectivo, nos últimos períodos dos dois encontros, a equipa de Ovar apenas teve que gerir a vantagem amealhada.
Destaque para o colectivismo da equipa de Ovar que actuou sempre em bloco, contando no encontro frente à Académica com um Super José Barbosa, um jovem que transtornou a defesa estudantil com as suas excelentes penetrações ou com os letais tiros de longa distância, garantindo ainda espaços aos seus colegas que finalizavam com alguma tranquilidade, após caminho aberto para o cesto.
Já na final as coisas não correram da mesma forma e a Ovarense sucumbiu ao devastador jogo do F.C. do Porto que na véspera havia derrotado com alguma tranquilidade a forte equipa do Benfica no jogo da meia-final.
Com efeito, a equipa de Mário Leite e Carlos Pinto entraram no jogo de forma avassaladora, defendendo com garra e determinação, surpreendendo o adversário com uma vantagem inicial inesperada de 10-0. Corrigidas as coisas por parte de Moncho Lopez, técnico do F.C. do Porto e da Selecção Nacional, os portistas voltaram ao campo decididos a mudar o rumo dos acontecimentos, conseguindo uma fantástica recuperação que no final da primeira parte era de 7 pontos (38-31).
Com apenas 22 pontos marcados nos dois períodos finais 19-12 e 17-10, mostrando-se sem soluções ou profundidade de banco para acompanhar o ritmo dos seus adversários, a Ovarense teve que se conformar com a vitória inteiramente justa dos Dragões que acabaram por vencer por 74-53, resultado que expressa a supremacia dos vencedores neste encontro, o que aliás havia acontecido já no jogo anterior frente ao Benfica, acabando por ter sido o primeiro encontro da eliminatória, frente ao Vitória de Guimarães, a tarefa mais árdua para o F.C. Porto que venceu com dificuldade por 71-69.