Parlamento debate existência de desfibrilhadores em espaços públicos
2010-04-22
Petição defende programa de acesso à desfibrilhação, obrigatório em todas as escolas e universidades do país, recintos e eventos desportivos e em centros comerciais ou aeroportos.
O Parlamento debate, esta sexta-feira, uma petição com mais de 7400 assinaturas para tornar obrigatória a colocação de desfibrilhadores em locais públicos com elevada frequência de pessoas. Recorde-se que esta petição foi iniciada pela Ovarense Dolce Vita em conjunto com vários jogadores da LPB.
"A maior parte dos episódios de paragem cardio-respiratória ocorre fora do ambiente hospitalar. Em 85% dos casos, o único tratamento eficaz é a desfibrilhação eléctrica", sustenta a petição, que considera os recintos desportivos, as escolas ou os centros comerciais locais privilegiados para ter o instrumento.
Os signatários do documento estimam ainda que, em Portugal, haja uma média de 27 casos de paragem cardio-respiratória por dia. "Em média, em 13 destes casos a desfibrilhação pode salvar a vida", refere o texto, que já foi debatido na comissão parlamentar de saúde.
A ideia da petição surgiu depois do caso da morte súbita do jogador de basquete do Ovarense, o norte-americano Kevin Widemond, em 2009, durante um jogo.
A actual legislação, publicada em Agosto do ano passado, promove a existência de desfibrilhadores em locais públicos, mas não prevê a sua obrigatoriedade.
Para tornar possível a existência dos aparelhos nas escolas e recintos desportivos, a petição reclama ainda a concessão de apoios financeiros."